sexta-feira, 16 de abril de 2021

DIGNIDADE - Sr. Banana por JAIR GONÇALVES


Musicas que tocarei no programa de sábado estarão online posteriormente.
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Sábado 17/03,
Horario: 20 Horas -
Lançamento do Programa 3 - do PROJETO PAU - BRASIL DE EDUCAÇÃO MUSICAL ON-LINE
Tema: MUSICALIDADE: Estado da arte, Conceitos e temas da construção de sentidos através da música.
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SOMOS QUEM PODEMOS SER - de Engenheiros do Hawaii - por JAIR GONÇALVE...


Musicas que tocarei no programa de sábado estarão online posteriormente.
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HORIZONTES - (de Elaine Geissler) por JAIR GONÇALVES 2021

Musicas que tocarei no programa de sábado estarão online posteriormente. 
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Sábado 17/03,    
Horario:  20 Horas -
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quinta-feira, 29 de maio de 2014

A POSTURA POLÍTICA E APOLÍTICA NA ERA DIGITAL: CHEGAMOS AO APOCALIPSE???

Essa idéia de negação, quanto ao quesito da política, de fato é também um posicionamento político, manifestado pelas camadas sociais, incentivadas, de certo modo, pelas ondas e movimentos da era digital. Muitas vezes, a alienação está impregnada à interesses midiáticos, de oligarquias e autarquias, empresas, multinacionais, e ate´ mesmo, setores políticos que dominam a sociedade. A política se transmuta em um instrumento de manipulação desta sociedade que perdeu seu foco e seu interesse crítico pela vida e seus fatos histórico-sociais.
Qual seria o modus operandi dessa dominação? Pensar a era digital e o uso da tecnologia apenas visando vender produtos de enfermaria, digamos assim, para consumo de materiais, softwares, objetos de obsolescência programada. Muito distante estariam os anseios de democratização, desenvolvimento da cidadania, afirmação de direitos a diversos bens, tanto materiais como imateriais, que são necessários a todos os sujeitos históricos, para não subjugarem sua existência humana neste planeta. 
Qual seria a apolítica destes tempos de “Era Digital”? Para mim, a principal delas é a de provocar o sentimento de apatia geral, sendo que, o domínio ideológico, se esconde sutilmente, atrás do arcabouço da era tecnológica.(Estou sendo pessimista!). Não é difícil perceber que sistemas midiáticos, sistemas de telefonia, segurança, propaganda, prevêem, e em muitos casos, ditam regras sociais do modo de ser, pensar e agir. O consumo é o centro do interesse, e a tecnologia o estimula, multiplicando as vontades e anseios por produtos da moda, sempre atuais. Indago então, como ser livre? Como pensar por si só, ser autônomo em meio a tantos desafios e imposições? 
Como vimos em Levy (1997) apud Carvalho (2011) reconhece na Internet, um futuro democrático para a humanidade, pois ela é o meio de articulação disponível a qualquer cidadão comum. Porém, o Brasil ainda não garante o acesso democrático que alcance a população em massa.
Ao perceber esse “alcance” inalcançável, o que pensar sobre a política da democratização e acesso social nos países como o Brasil? Realmente se facilita o alcance democrático das possibilidades da rede de internet às camadas sociais menos favorecidas? O que dificulta a chegada da informação a essas camadas? Será culpa da inexistência de políticas sociais nesse âmbito ou por serem políticas falhas? E se há a chegada de informação, qual a qualidade desta? Qual a política ou a apolítica desta informação? Esta informação ajudará camadas sociais em desvantagem obterem sua autonomia, ou facilitará os processos de dominação, manipulação politca, social e econômica? 
Como percebemos, existem muitos percalços, e descaminhos quando pensamos democracias e era digital, mas ao mesmo tempo, no campo da educação, temos que ser otimistas, pois, como há de ser, ainda temos esperança de que esses avanços da era digital possam fortalecer a educação como um todo. 
Mesmo não querendo, já estamos envolvidos no meio destas mudanças ocasionadas pela tecnologia. O que devemos fazer? Se deixar dominar ou buscar compreensão destas maneiras de pensar e agir?  Qual o papel de um docente em meio a tamanha evolução bestial, nesta nova era apocalíptica? Será o fim dos tempos, ou, estamos entrando em um novo ciclo da história da humanidade?  Quais os desafios para a América Latina em termos de educação e inclusão cultural, econômica e política? De que modo poderemos expandir o debate pela democratização, utilizando a tecnologia para este fim? Como vemos, muitas questões ainda ficam sem respostas e outras vão sendo respondidas a cada avanço ou desavanço tecnológico. Entenda-se desavanço, quando a tecnologia não contribui com o crescimento e o desenvolvimento social. E aí... será que há algum sentido nestas palavras ou estou apenas sendo apolítico? De que modo estarei sendo apocalíptico?
Jair Gonçalves 29/05/2014

terça-feira, 15 de outubro de 2013

APRENDIZAGEM MÓVEL - (HIPERTEXTO)



Miriam Preissler de Oliveira


Muitos conceitos e paradigmas surgiram com o advento da internet e das tecnologias para a área da educação. Com o avanço da Educação a Distância (EaD) a procura por este modo de ensino na busca por profissionalização e formação continuada, são reflexos de um mundo em mudança devido a competitividade e as exigências do mercado de trabalho. 

Educação à distância é um fenômeno crescente em todo o mundo. As Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) dão a todos inúmeras possibilidades de inserção em processos produtivos. Diversas instituições e indivíduos estão se aproximando desse meio de ensino, pois ele proporciona educação e democratização do conhecimento, transformando-se em novas perspectivas de trabalho e da aprendizagem, não importando a idade. A EaD proporciona ainda, o acesso a esses novos conhecimentos de modo que os educandos desenvolvam seus processos de aprendizagem em qualquer local e contextualizado à suas condições de tempo e espaço tendo mediação de tutores, sistemas computacionais e materiais didáticos. 


Hoje, existe o desafio de tornar a Educação à Distância, um suporte de ensino e aprendizagem comprometido eticamente com projetos humanizadores dentro da área de educação, mesmo sendo dirigido a um grande público. Vive-se um momento em que se caminha lado a lado com uma racionalidade tecnológica, de múltiplas linguagens, ciberculturas, que desafiam todos os indivíduos no domínio dessa tecnologia. Essas ideias em torno da Educação à Distância, trazem muitos desafios para educadores, principalmente em termos de qualidade deste ensino. Pensando nisto, buscamos refletir sobre aprendizagem móvel e suas vantagens para a educação, como professores comprometidos com a aprendizagem dos educandos no processo de ensino. 


As tecnologias têm contribuído para a transformação da sociedade e consequentemente, modificando seus hábitos, sua cultura, sua política e sua economia. Com o avanço tecnológico, dispomos de uma infinidade de equipamentos e softwares que visam modificar as ações de trabalho em educação através do uso dos dispositivos móveis. 


Os avanços científicos e tecnológicos impactam diretamente na área social e consequentemente nos processos educativos da escola. As tecnologias educacionais produzem possibilidades de interações entre educador e educando através do uso de computadores pessoais em rede permitindo assim o desenvolvimento de diferentes capacidades, tanto na vida pessoal quanto profissional dos sujeitos segundo Abegg (2009).


De acordo com as Mendes (2007), um dos benefícios da utilização da tecnologia, é proporcionar a aproximação dos estudantes com as instituições de ensino, de modo a contribuir com a educação, com a formação e consequente profissionalização dos indivíduos. 


No contexto de educação a distância, através dos Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA) e Ambientes Virtuais de Ensino e Aprendizagem (AVEA), as universidades  foram transportadas para dentro das casas dos alunos, que inclusive, em muitos casos, não teriam condições econômicas de manterem-se em um curso superior, devido a gastos com deslocamento, alimentação, moradia, entre outros.

Hoje a aprendizagem móvel, é uma realidade. Muito tem sido feito, em termos de pesquisa e formação, para dar conta dessa nova realidade no contexto das instituições de ensino. Segundo Wolynec (2010), esse contexto de aprendizagem móvel tem se tornado padrão emergente e também produzido novos paradigmas:

A aprendizagem móvel é um padrão emergente que reúne três paradigmas extremamente requisitados pela atual geração de estudantes: modelo flexível de aprendizagem; padrão pedagógico apoiado em dispositivos tecnológicos sem fios; diretrizes voltadas essencialmente para a aprendizagem centrada no aluno. (WOLYNEC, 2010, s/p.)


Assim necessitamos de uma reflexão deste modelo de ensino, pois o método utilizado no ensino presencial não poderá ser utilizado na Educação a Distância que se baseia nos conceitos de interação e interatividade.Os dispositivos móveis[1], aparelhos portáteis que apresentam um meio de comunicação sem fio, como o notebook, tablet, celular e Personal Digital Assistants (PDA), entre outros, possuem capacidade limitada de processamento e armazenamento de dados e utilizam bateria como alimentação, oferecem mobilidade e baixo custo, segundo Morais et. al. (2010). Com o surgimento dos dispositivos móveis foi criado um novo modelo de aprendizagem EaD a m-learning (aprendizado móvel) segundo Morais e.al. (2010). Dentre as contribuições do uso destes dispositivos podemos citar: autonomia, independência e flexibilidade.

Estes conceitos ganharam espaço em pesquisas educacionais que envolvem tecnologias. Pelissoly e Loyolla (2004) descrevem como se torna necessário utilizar os mecanismos da computação para favorecer a necessidade de aprendizado e profissionalização:

Dadas as atuais necessidades de locomoção dos profissionais e a crescente necessidade de sua capacitação, torna-se necessário criar mecanismos que possibilitem ao estudante continuar a aprender mesmo estando fora da instituição de ensino. Aliando-se os dispositivos computacionais com a comunicação móvel celular obtém-se a computação móvel que permite a um aluno acessar conteúdos e interagir com professores e colegas a partir de praticamente qualquer lugar. Nestas condições tem-se o denominado “Mobile Learning (M Learning)” ou seja o Aprendizado Móvel. Basicamente, o M-learning faz uso das tecnologias de redes sem fio, dos novos recursos fornecidos pela telefonia celular, da linguagem XML, da linguagem Java, do protocolo WAP, serviços de mensagens curtas (SMS), da capacidade de transmissão de fotos, serviços de e-mail, serviços de mensagem multimídia (MMS)... modernas tecnologias e padrões de telecomunicação para a computação móvel para o uso no M-learning. São apresentados diversos cenários para o uso de diferentes dispositivos computacionais portáteis do tipo de PDAs (Personal Digital Assistant), PocketPCs, Notebooks, TabletPCs e mesmo as novas gerações de telefones celulares como dispositivos de comunicação, além de propostas de Arquiteturas Física e Lógica para a concepção e execução de um sistema de Aprendizado Móvel que habilitem a participação de alunos e professores no processo de ensino/aprendizagem de maneira móvel.  (PELISSOLY e LOYOLLA, 2004)

Oliveira (2007)  afirma que com a utilização de TIC “a educação para a participação, para a cooperação e para o comprometimento com o coletivo vem a corporificar o conhecimento como rede, de maneira descentralizada e inventiva” (OLIVEIRA, 2007, p.3) . Sobre metodologia de ensino com TIC, a autora afirma que é importante que existam “práticas pedagógicas que se fundamentam sobre metodologias hipermídia que buscam visualizar configurações espaciais e temporais que subvertam estruturas lineares e dicotômicas através de formas de expressão construídas na multiplicidade”. (OLIVEIRA, 2006, s/p.) 

A utilização de multimídias (radio, celular, TV, filmadoras, audiovisual) são algumas das formas de aprender, utilizando as TIC. Os materiais didáticos também tiveram que tomar novas formas. Hoje existem milhares de textos em PDF, vídeo textos, vídeo aulas, song-books, hipertextos disponíveis em repositórios na internet, favorecendo o aprendizado de forma autônoma em diversos campos do conhecimento. 


A partir do contexto proporcionado pela TIC, inicia-se o fenômeno da interação, onde o educando pode ser ativo em seu processo de educação, desde a relação que estabelece entre pares, até mesmo na produção de material didático disponível em cursos pela Web[2], e também criando textos coletivos através da tecnologia móvel. Os autores chamam isto de interação ativa do sujeito com o material didático porque pode inclusive, modificá-lo utilizando os recursos computacionais. 


Visto isto, percebe-se que devam existir mudanças nas práticas docentes. Elas são urgentes e necessárias. Segundo Mendes (2007) há um novo modelo de aprendizagem a partir do uso das tecnologias e que a educação diante disto, não pode mais seguir um modelo linear, formal, pois o processo educativo estará presente por toda a vida e inclusive fora da escola. Assim, necessita-se de uma escola na qual “se “aprenda a aprender”[3] a construir um novo homem capaz de se adaptar a um ambiente em contínua mudança”. (MENDES, 2007, p.70). 


Com a utilização das TIC a escola se torna “mais colaborativa, pluridimensional, atraente e mais inclusiva” (MENDES, 2007, p. 73). Neste sentido Abegg (2009) afirma que possibilitam “flexibilizar e amenizar os resultados das avaliações discentes geradoras de fracasso escolar” (ABEGG, 2009, p.154), porém existem professores que desprezam seu uso por serem inflexíveis com metodologias ultrapassadas e conteúdos fixos. Dessa forma, o professor necessita fazer o processo de ação-reflexao-ação para ir além do processo de ensino-aprendizagem, processo denominado pela autora como ‘investigação-ação’. 


Atualmente, educandos podem acessar informações em qualquer lugar, basta ter uma conexão com a internet e um celular. Ele pode trocar mensagens via torpedo (SMS), consultar o dicionário, criar e consultar glossários, trocar e-mail, conjugar verbos, aceder a gráficos e imagens, resolver Quizzes[4], ouvir aulas em áudio (PodCasts), assistir a vídeos, visualizar conteúdos do currículo, gravar áudio, criar fotos,  filmagens, entre outros.  O aprendizado não necessita de uma comunicação síncrona (presencial). Ela pode ser também assíncrona, não presencial, conforme descrita na citação:


O M-Learning é a fusão de diversas tecnologias de processamento e comunicação de dados que permite ao grupo de estudantes e aos professores uma maior interação. Basicamente, o M-Learning faz uso das tecnologias de redes sem fio, dos novos recursos fornecidos pela telefonia celular, da linguagem XML, da linguagem JAVA, da linguagem WAP, dos serviços de correio de voz, serviços de mensagens curtas (SMS), da capacidade de transmissão de fotos, serviços de e-mail, múltimidia message service (MMS) e provavelmente em pouco tempo estará disponível o uso de vídeo sob demanda. No Japão, a companhia NTT docomo , já disponibiliza para seus clientes a transmissão de imagens em tempo real através dos telefones celulares. Um dos pontos chaves ao sucesso do m-learning é a construção de materiais atrativos e de fácil utilização pelo aluno/treinando. Quanto maior for a facilidade de uso e a interatividade com o material, maior será a possibilidade de sucesso. (PELISSOLY e LOYOLLA, 2004)

Vídeo Sobre Aprendizagem Móvel:




A intemporalidade, nova noção de tempo, também a ubiquidade - o fenômeno da redução do espaço - para os multi-espaços, a virtualização da vida real para a virtual, compõe os novos desafios para a educação atual. A educação, através do ensino a distância, toma novos rumos através dos AVA. Segundo Tiellet (2013)

Dentre inúmeras vantagens que oferece a EaD, uma delas é propiciar aos cidadãos participarem de diferentes cursos e formações sem que tenham de frequentar a sala de aula em horários pré-estabelecidos. Existe, portanto, flexibilidade de tempo e de espaço, um grande número de participantes que se pode envolver nos cursos e a oferta de material multimídia por parte dos ministrantes. Além disso, o usuário também passa a interagir ativamente com o material disponibilizado, com retorno imediato e de forma dialógica. O aluno pode ainda interferir na autoria do material, ora sugerindo ora colocando a disposição o resultado de seu trabalho. (TIELLET, 2013)


A aprendizagem móvel é a forma dialógica de interação entre professores e educandos, alunos e professores e todos os envolvidos no contexto educacional. A aprendizagem é favorecida através da EaD, por meio do AVA e dos demais recursos tecnológicos, o que segundo o autor, pode também ser considerado como e-Learning. Felipini (2003) afirma que o e-Learning é o modelo de “ensino do novo milênio”[5] sendo que


tecnicamente, o e-learning é o ensino realizado através de meios eletrônicos. É basicamente um sistema hospedado no servidor da empresa que vai transmitir, através da Internet ou Intranet, informações e instruções aos alunos visando agregar conhecimento especifico. O sistema pode substituir total ou parcialmente, o que é mais comum, o instrutor, na condução do processo de ensino. No e-learning, as etapas de ensino são pré-programadas, divididas em módulos e são utilizados diversos recursos como o e-mail, textos e imagens digitalizadas, sala de bate-papo, links para fontes externas de informações, vídeos e teleconferências, entre outras. O treinamento com o e-learning pode ser montado pela própria empresa ou por qualquer dos fornecedores desse tipo de solução já existentes no mercado.  A primeira vantagem do e-learning...é o rompimento de barreiras geográficas e temporais. Com o e-learning, um curso sobre um novo produto, por exemplo, pode ser feito de qualquer local do planeta a qualquer momento, bastando para isso o acesso a Internet e uma senha... o e-learning possibilita ao aluno gerenciar o seu próprio tempo disponível, dentro dos parâmetros estabelecidos pelo curso, e sem perder tempo com deslocamentos. (FELIPINI, 2003).

Muitos autores como Castells (1999), ao analisar a sociedade em rede, consideram que o tempo em que vivemos, é de transição de uma geração 2.0 para uma geração 3.0. Lengel (2010), afirma que vivemos o tempo da educação 3.0, onde a escola tradicional e atual deve ser repensada. Segundo este autor “as escolas que temos hoje não são as escolas que precisamos”, sendo que “precisamos de escolas que atendam às necessidades de amanhã, mas uma rápida pesquisa mostra que temos muito poucas delas”. (LENGEL, 2010, s/p).

Pretto (2011) e Fileno (2007) afirmam que a forma de escrever hoje se modificou com o uso de celulares, tablets e notebooks criando assim novas e diferentes linguagens e formas de comunicação. Conforme o autor, os adolescentes e jovens vão além do consumo de informações, há uma produção de conhecimento e de cultura através da apropriação destes recursos tecnológicos. Portanto, para a escola as tecnologias de informação e comunicação devem ser entendidas como “elementos de cultura, e não apenas como aparatos tecnológicos (...) que ilustram ou facilitam os processos escolares” (PRETTO, 2011, p.110).

Ao acessar o conhecimento em multi-espaços, através de interfaces alternativas é possível acontecer diferentes formas de ensino, através de diferentes formas de pensar o ensino. O estudo da aprendizagem móvel abrange não só questões de âmbito das tecnologias educacionais em rede, mas também, todo o caráter pedagógico, cultural, político e teórico-prático que envolve este assunto.

CONCLUSÃO

Através deste estudo, foi possível verificar o contexto em que se dá a aprendizagem móvel, a forma como ela acontece, os meios e materiais que possibilitam essa nova forma de obtenção do conhecimento. Foi possível elucidar que este modo de aprendizagem, condiz com a realidade de muitos alunos, mas que, os professores, em muitos casos, não dominam as ferramentas tecnológicas necessárias, perdendo oportunidades de enriquecer sua prática pedagógica, como também, os resultados educacionais da mesma.

Ao mesmo tempo em que as TIC contribuem com o desenvolvimento de inúmeros objetos de aprendizagem, com o e-Learning, com EaD,  através de meios como Internet, AVA, entre outros, os professores ainda tem dificuldades para implantarem em sua prática, essa tecnologia emergente.Cabe então ao professor refletir, de que forma ele está desenvolvendo as habilidades dos educandos com todos os recursos que fazem parte de um cotidiano discente, e que com certeza, pode melhorar o diálogo entre os pares, no processo de ensino e educação.

Este caminho só será possível, com a pesquisa e a boa vontade docente, no sentido de percorrer o árduo caminho da busca pela compreensão do novo momento histórico que a educação vive, e que em fim, está sendo possível através das TIC.




                ÁUDIO SOBRE  APRENDIZAGEM MÓVEL

                           (acesse o link para audição)






BIBLIOGRAFIA


ABEGG, Ilse. Produção colaborativa e diálogo-problematizador mediados pelas tecnologias da informação e comunicação livres. Tese (Doutorado em Informática na Educação). Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2009. 184f.

CASTELLS, Manuel.  A Sociedade Em Rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999.

DEMO, Pedro. Introdução à metodologia da ciência – 2ª Edição. São Paulo: Atlas, 2005. (Ciência e Metodologia, 830317).

FELIPINI, Dailton.  e-Learning: O ensino do próximo milênio. Disponível em: <http://www.e-commerce.org.br/artigos/e-learning_ensino.php>.  Acesso em 9 de out. de 2013.

FILENO, Érico Fernandes. O professor como autor de material para um Ambiente Virtual de Aprendizagem. Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2007. 118f.

FREITAS, Cristiane Alves. Tecnologias da informação e comunicação na educação: relato de experiências. Universidade do estado de Santa Catarina, Centro de Artes – Ceart. Artes Visuais. Florianópolis, 2010.

GOHN, Daniel. Educação à Distância: Como Desenvolver a Apreciação Musical? In: Décimo Quinto Congresso ANPPON, 2005, Rio de Janeiro. Anais eletrônicos. UFRJ, 2005. Disponível em: http://www.anppom.com.br/anais/anaiscongresso_anppom_2005/sessao12/daniel_gohn.pdf>.  Acesso em: 9 de out. de 2013.

LENGEL, James G. Education 3.0. 2010. Disponível em: <http://lengel.net/ed30/Introduction.html>.  Acesso em 9 de out. de 2013

MENDES, Flavio Ramos. Tecnologia e construção de conhecimento na sociedade da informação. Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade Estadual de Londrina, Londrina, 2007. 86f.

MORAIS, P. S. G. ; SILVA, G. L. ; FERREIRA, H. M. S. ; VALENTIM, R. A. M. ; ARAUJO, B. G. Utilização de Dispositivos Móveis na Educação à Distância. In: V Congresso Norte-Nordeste de Pesquisa, 2010, Maceió. V CONNEPI. Maceió: IFAL, 2010.

OLIVEIRA, Andréia Machado. HILDEBRAND, Hermes Renato. Uma concepção sistêmica da obra de arte na contemporaneidade. In: 19º. ANPAP - Associação Nacional dos Pesquisadores em Artes Plásticas. 2010.

Oliveira  et All. Aprendizagem Colaborativa Em Construção Coletiva Multimídia. (2007). Disponível em: <http://www.cinted.ufrgs.br/ciclo9/artigos/8bAndreia.pdf>. Acesso em 10 de set. de 2013

OLIVEIRA, Andréia Machado; FONSECA, Tania Galli. Conversas entre Escher e Deleuze: tecendo percursos para se pensar a subjetivação. Revista Psicologia e Sociedade. Vol.18, nº 3, set/dez, 2006.

PELISSOLY, Luciano LOYOLLA, Waldomiro. APRENDIZADO MÓVEL (M- LEARNING): DISPOSITIVOS E CENÁRIOS. Instituto UNIEMP ABRIL/2004

PRETTO, Nelson de Luca. O desafio de educar na era digital: educações. Revista Portuguesa de Educação. 2011, 24(1), p. 95-118. CIEd - Universidade do Minho.

TIELLET, Claudio Afonso Baron. Aprender com Dispositivos Móveis - Módulo 2. Curso de Especialização em TIC. UFSM. 2013.


VERASZTO, Estéfano Vizconde GARCÍA, Francisco.  INTERATIVIDADE E EDUCAÇÃO: reflexões acerca do potencial educativo das TIC. Interciência e Sociedade. v.1, n.1 (2011). – Mogi Guaçu : Faculdade Municipal Professor Franco Montoro, 2011.

WOLYNEC; Elisa. Aprendizagem Móvel em escolas e universidades – TECHNE. Disponível em: <http://www.techne.com.br/artigos/O%20uso%20da%20Internet%20Movel.pdf >.  Acesso em 9 de abr. de 2013.


[1] Sobre dispositivos e tecnologias móveis:ouça o texto “Tecnologias Móveis e EaD” de Rosilãna Aparecida Dias.
[2] Rede ou teia que conecta computadores de todo o mundo.
[3] Destaque do autor.
[4] Verificar fonte e exemplo no site: http://www.quizzes.com.br/pt/quiz/530751/quiz-conhecimentos-gerais.   Jogos de Quiz é  um site de Quiz (Trivia) onde qualquer pessoa pode criar e publicar seus próprios quizzes, além de jogar inúmeros quizzes publicados por outros usuários.
[5] Destaque do autor.


IMAGENS SOBRE MUDANÇAS NAS FERRAMENTAS DE ESCRITA E EDIÇÃO DE TEXTO


ONTEM ERA ASSIM: Caneta e Papel


Hoje a caneta é intrusa:


 Apesar de ter sido ela

Importante na construção do Projeto

Dos Layouts e Ícones 

Ao longo do tempo 

A forma de escrever foi mudando 

Lado a lado com o computador 

As linhas tortas foram sendo substituídas 

Áudios, Vídeos e Imagens foram sendo colocados num só dispositivo 

Tenho saudades de ontem  

Será que a forma antiga de escrever sumiu? 


E a forma de ouvir música? 


A forma de Recortar papéis e figuras... 

A forma de apagar... 

A forma de cortar... 


A forma de medir e alinhar...

De gravar... 
 

A forma de colar..

Quem imaginou que iria mudar meu computador de ontem? 


A forma de pintar, preencher os espaços... 


Eis o EPITÁFIO dos objetos utilizados antes, dentro de um programa: 



Assim como quase tudo, se encontra dentro do




FIM.